Auto News Proteu Motorsport com boa evolução em Espinho, mas desfecho do rali foi ingrato

Para a Proteu Motorsport com a dupla Filipe Nogueira e Fábio Paço a prova até começou bem, com a equipa a conseguir uma notória evolução no decorrer do rali com o Citroën C2 R2, averbando bons cronos entre os carros de 2 rodas motrizes, conseguindo se intrometer na luta pelo pódio dos RC4, isto apesar de estarem a debater-se com problema de direcção assistida. A última especial comprometeu o resultado final, com um problema de embraiagem a fazer a equipa perder bastante tempo e a descer várias posições, mas a conseguir levar o C2 R2 até ao pódio final.

Contudo o desfecho do rali não foi o melhor como explica na integra o piloto de Baião. “Depois de alguns azares durante a prova a nossa equipa de assistência e patrocinadores não merecem que entremos em jogos de bastidores e se pense que por não aparecermos (porque uma hora depois de terminar o rali o nosso tempo da última PEC desapareceu) na classificação final, não terminamos o rali.

Terminamos com muito esforço porque a partir do segundo troço fizemos o rali sem direcção assistida, uma fuga de óleo na caixa de direcção que limitou a nossa prestação. E na primeira e na quinta classificativa, onde andamos sem grandes limitações mecânicas mostramos a nossa rapidez ao nos colocarmos logo atrás dos carros de duas rodas motrizes (2RM) de última geração onde é impossível chegar não só devido aos carros mas sobretudo aos grandes pilotos que os tripulam, pois ganham quase sempre a carros com mais de 400cv!! E isso demonstra bem a rapidez e competitividade do presente campeonato nacional de 2L 2RM! Não é um campeonato disputado sem qualquer concorrência como infelizmente acontece em algumas classes, para mal dos nossos campeonatos e modalidade.

Foi por isso um rali em que apenas queremos tirar ilações positivas, experiência e aprendizagem para o futuro. A evolução que já senti ao volante do C2 e os tempos conseguidos deixou-me muito satisfeito. Não fossem os problemas de direcção e o rebentar do cabo de embraiagem antes do arranque da última PEC teríamos alcançado um excelente lugar final.

Sem querer entrar em grandes pormenores, tenho a obrigação de esclarecer o episódio que aconteceu na partida da última PEC e que posteriormente determinou o facto de por vontade própria nos termos auto-excluído da prova. Provavelmente (porque não contabilizamos os metros que avançamos nem o tempo que os demoramos a percorrer) tivemos alguma culpa, mas não a tivemos toda porque houve outros intervenientes que tiveram bem mais culpa. Quando existe uma alínea em determinado regulamento que diz que temos que partir em 20s, não diz que não podemos parar um metro ou um quilómetro à frente, ou dois ou três como muitas vezes acontece para trocar uma roda ou resolver uma avaria! O certo é que sozinhos e sem a ajuda de ninguém arrancamos, terminamos o troço, foi-nos averbado o tempo e chegamos ao parque fechado!! Tudo com normalidade! O que não foi normal foi uma alegada pressão que houve de um concorrente ou membro de equipa junto de alguém com uma credencial que relatou o episódio da partida à sua maneira (não estou a dizer que foi correta ou incorrecta porque não tive acesso a ela) e para não entrarmos em confusões, principalmente porque não tenho tempo nem estou nos ralis para me chatear, optamos por nos auto excluir da prova!